sábado, 25 de abril de 2009

Não tenho tempo! Pede para outro!!!

Quando que, ao iniciar um diálogo uma pessoa (que conversa comigo) diz que não tem tempo para fazer isso ou aquilo, já abro a defensiva e protejo-me com um escudo invisível. Também diminuo meu rítmo porque tenho pena dessas pobres pessoas.
Não ter tempo - significa milhões de coisas, mas agora não tenho tempo para escrever todas.
Profissionalmente, fico mais indignado ainda. Conheço tudo o que você está pensando. "Minha empresa faz de mim, um bombril". "Minha equipe é pequena e tenho várias funções". "Todo mundo me pede alguma coisa e estou cheio de coisas pra fazer".
Mas afinal: Quem determina suas tarefas? Você ou o tempo destinado a elas?
Poderia escrever uma infinidade de situações que poderiam lhe ajudar a administrar o tempo, mas o meu, (tempo) é curto e não consigo escrever tudo.
O que posso dizer é que "falta de tempo" é uma alegação atenuante do passado. O mundo organizacional precisa de profissionais plurivalentes. Aquela estória de que não tem tempo já ficou avelhantado. Gerir o tempo conforme as prioridades é fundamental. Alguns até dizem que o cidadão não precisa enumerar as atividades e determinar um tempo para cada uma. Eu diria que para quem está perdido (totalmente sem rumo), sem tempo para nada, enumerar e dar tempo para as tarefas vai lhe dar um norte para a gestão do tempo.
Aos poucos, você vai se desligar daquele "papel" com os minutos contatos e irá administrar seu tempo sem perceber.
"Administrar o tempo, em última instância, é planejar estrategicamente a nossa vida. Para isso, precisamos, em primeiro lugar, saber aonde queremos chegar (definição de objetivos). Onde quero estar, o que quero ser, daqui a 5, 10, 25, 50 anos? O segundo passo é começar a estrategiar: transformar objetivos em metas (com prazos e quantificações) e decidir, em linhas gerais, como as metas serão alcançadas. O terceiro passo é criar planos táticos: explorar as alternativas específicas disponíveis para se chegar aonde queremos chegar, escolher fontes de financiamento (emprego, em geral, é fonte de financiamento), etc. Em quarto lugar, fazer o que tem que ser feito. Durante todo o processo, precisamos estar constantemente avaliando os meios que estamos usando, para verificar se estão nos levando mais perto de onde queremos vamos querer estar ao final do processo. Se não, troquemos de meios (procuremos outro emprego, por exemplo)." - Extraído do livro "Administração do Tempo do escritor Eduardo Chaves.

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