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terça-feira, 9 de junho de 2009

O pedido de concordata como estratégia de mercado

Várias empresas montadoras de automóveis já oficializaram seu pedido de concordata ao governo de seus países.
Nos EUA, a primeira a abrir as pernas foi a GM. Foi considerada a maior quebra dos últimos anos. Com isso, o governo americano aplicou dinheiro e ficou majoritário nas ações da empresa. Terá o controle acionário de 60% das ações. Mais de US$ 30 bilhões foram injetados (fora os US$ 9 bilhões já aplicados).
Na Suécia, a montadora SAAB também pediu concordata justificando que quer legalizar administrativamente suas contas e evitar a falência.
A Chrysler também estava com pedido formalizado de concordata e foi sondada pela Fiat. A justiça americana não aprovou a aquisição, porém na semana passada autorizou a negociação. Oficialmente a Fiat é detentora de 20% das ações. Nesse caso, o governo também permanece como proprietário, com 8%.

Ou seja: O governo americano já é considerado um dos maiores investidores do mercado, no que tange o capital privado. Daqui a pouco, do jeito que anda, o governo terá participação em todas as empresas do país. O negócio é pedir concordata - e o governo chega e aplica. Que tal o Obama!!!